por ajcmrl

Quero falar dos teus dedos, os que conduzem a xícara de café, os que cozinham, os que rabiscam e os que escarmentam, pois é, o teu lado condimentado é inebriante.
Por consequência de todo castigo, me faço entrada, sabes que quero, sabes que estimo, que me tem em tuas coxas, no teu perfume, em cada sala da tua casa.
Quero provar da tua pele molhada, o purpúreo latente contrariando o cabelo escuro, vejo pulsação frenética.
Vou falar da tua saliva que tempera toda intensidade, da tua perna que envolve o meu quadril num prazer carnal em frequência de sinal de fumaça.
Eu não sou dama ou moça contemporânea ou gloriosa ou meretriz. Eu falo de ti, puramente, e da sucessão em te confundirem com um caso alguma noite dessas, vão arriscar te presumir, e vão falhar.
Eu vou falar que quem resiste ao teu vapor, ressuscita no teu caos extasiado, vitoriosa e embriagada sou eu, presumo.

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