por ajcmrl

Quero os teus lençóis molhados
Enquanto eu esgoto as tuas coxas
E que todos os teus princípios
Dissolvam como líquido
Que sua cota de noção
Não necessite ser cumprida
E que dos tantos sabores
Leve à minha língua
Que alcance culminância
E o que quiser proporcionar
Deixa, deixa que eu proporciono
Nos meus mais inquietos olhos nus
Que não deixamos de ir por onde
Há escuro e indolência
Mas não pense, você, regente
Que meu tesão saiu ileso!
Que você perca os dedos de vez em quando
Dia outro será descontrole
Não de posse bradando
E sim do nosso extravio
Só que eu quero assim,
Em sala
Em quarto
Em vontade de estar
E o que sobrou de vertigem
Foi coisa moderna que só!
Lembrarei do que escorre
Sempre daqui em sorte
E dê a esperança, um quarto de motel
Que o norte é fogo
E o sul também,
És sempre bem-vinda em meio às pernas
Seu nome um pouco tem.

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