Ascendente

por ajcmrl

Nas notas de rodapé
Fica escrito a minha urgência
E o sustento de corpo e alma
Sobre conforto
Ou qualquer coisa que pinte a boca
Em fim de dia
E tudo vive em uma mulher só
Daquelas correntes elétricas
Que fazem do corpo um magnetismo
Que toca e puxa
Acende e turva
Mas eu espero do que impressiona
Ou deveria não ter pudor
Perfume em nuca feminina
Vapor quente de café
Casaco desbotado
E cheiro malicioso de clichê
E num transitivo indireto
Me elevo em dignidade
Eu clamo ser poeta
Ser parasitária
Mas o caco de cada luz
É uma orgia flagelada.

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