por ajcmrl

O teu gosto é codinome que a minha língua não nega decifrar
Ora, se na tua boca fica guardado o meu plano de ação
Não o cuspa enquanto não houver ferreiro que te prense em minha mão
Operação secreta: no fogo queima, no aço funde
E no decreto lapidado entre as tuas pernas
Tem uma citação que grita que o silêncio pleno de cada cadeado
Só pode ser desfeito com o meu paladar sedento
Então não ouse, não abre essa boca se for para falar de pudor
A estaca de ponta afiada da minha apuração não lê a simbologia do amor

O teu corpo é neon estranho que os meus dedos não negam identificar
Ora, se nas tuas retilíneas fica guardada toda tonalidade da minha fissura
Não a despeje enquanto não houver pintor que te trace fora de qualquer censura
Filete de maquiagem: na cozinha quebra, no banheiro arde
E na escultura famigerada pelos teus punhos
Tem uma assinatura que expressa que a pincelada de cada talhe chanfrado
Só pode ser usada com a cerda das minhas retinas
Então não ouse, não me pinte os lábios se for para demarcar autor
O valor de cada tela pintada nos teus quadris despede um escultor

O teu nome é solvente que os meus dentes não negam ingerir
Ora, se no teu título fica guardada toda minha linhagem
Não o engula enquanto não houver veneno que te resguarde
Cenário noturno: Marte, Vênus, Saturno
E na cura perpassada em estado líquido pela tua garganta
Tem uma fenda que expele que o antídoto de cada male
Só pode ser trajado com a minha autoridade
Então não ouse, não se cale ao gemer pela minha terapia
Que o teu gosto, o teu corpo e o teu nome não traçam a utopia do meu codinome.

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