por ajcmrl

Que espero, ao menos, que em alguma faceta onírica dos seus rastros, bata em permanência um fio de crença que te mude pra cá.

Eu não vou brindar de pureza quase sã quando me colocarem pra fora de casa. Que é como ter a imprudência de escolher perder o que não se vai encontrar e ficar com o que hora ou outra vai me desistir.

Por isso eu quero dizer que pode entrar. Quero que saiba disso. Que comum é o que vai além da fragmentação dos infortúnios, mas oscila no que os pés cantam como costumeiro.

A inabitual possibilidade de ser carinho e devoção. Apenas porque ninguém parecia digno das tuas fases. Tolice limitar as oportunidades por bloqueios momentâneos.

Que a parte mais rara a gente já tem: a naturalidade de estar em casa, de falar sobre saudade numa intensidade rápida não forjada. Que queria gritar – e o fiz – que a minha inconstância sentiu você, e que nunca mais vai existir hora certa pra essa gente confusa me dizer que eu escolhi errado.

Que se ficar, eu não vou mais. Mesmo que as solas dos sapatos, ainda sujas de barro, deixem aquele canto pra trás.

Hora ou outra eu espero os seus olhos nos meus pra me dizer que matou o que um dia prometeu te sufocar.

E que se eu mudar de ideia e cansar de relutar, lê toda essa entrega pra mim.

Que se não há tranquilidade suficiente pra granjear as mínimas vírgulas, é porque não é neste espetáculo. Que insensatez o valor subir.

São as aversões: o mundo nos precisa.

– foi sobre matar a saudade sem falar de amor.

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